Blogs
O caso Khashoggi e o serviço de inteligência israelense
Um amigo do jornalista assassinado denuncia o monitoramento ilegal de telefonemas entre os dois
Omar Abdulaziz, jovem saudita de 27 anos que vive no Canadá, processa uma empresa israelense. A NSO Tecnologie Group, instalada em território palestino ocupado, é agora acusada de colaborar com a monarquia saudita no assassinato de Jamal Khashoggi.
Abdulaziz declarou ao jornal The New York Times que a empresa israelense grampeou seu telefone, por meio de um software, e monitorou suas conversas com o amigo Khashoggi.
Um grupo independente de investigação da Universidade de Toronto, o Citizen Lab, que estuda vigilância telefônica, informou a Abdulaziz que seu telefone estava grampeado pelo software de fabricação israelense .
Leia também:
Culturas negras ameaçadas
O Spywere, ou Pegasus, como também é conhecido, é um dispositivo desenvolvido em Israel e usado por várias ditaduras para espionar seus opositores. Os israelenses são os maiores exportadores desta tecnologia, que intercepta mensagens privadas de forma ilegal .
Outros jornalistas e a própria Anistia Internacional acusaram a NSO de espionar telefones de ativistas, militantes e opositores, em benefício dos Emirados Árabes e do México.
➤ Leia também: Não adianta doar no Natal e apoiar um governo neoliberal
O assunto ganha outra dimensão por conta da disposição do futuro governo Bolsonaro pretender comprar drones e outras tecnologias de defesa israelenses.
Psiu… Tenha cuidado.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



