Cultura
Verdades e mentiras
Thiago Amaral vive um rapaz em rota de colisão paterna na peça Ficção, em cartaz no Sesc Pompeia em São Paulo
por Álvaro Machado
Qual a dose de ficção que mesclamos à realidade para que as coisas façam sentido? Ou quão mais pobre seria nosso cotidiano sem invenção? E, ainda, como sustentar nossas personas sem um mínimo de fantasia? A dramaturgia de Ficção propõe essas subestimadas questões e oferece um estímulo poderoso à reflexão por meio de seis monólogos, assinados por seus atores em co-autoria com Leonardo Moreira, prêmios Shell de dramaturgia em 2010 e 2011 com Cachorro Morto e O Jardim, respectivamente.
“O filme Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho, foi uma das obras discutidas para esse trabalho, que radicaliza uma vertente já presente em O Jardim, mas também nos valemos da filosofia do esloveno Slavoj Zizek e do poeta israelense Yehuda Amichai”, diz Moreira. O resultado em termos de textos, desenvolvidos a partir da experiência de cada um dos atores da Cia. Hiato, é de um acabamento sem arestas.
Dúvidas podem ser esclarecidas ao final do espetáculo, no camarim. Para saber, por exemplo, o que há de fato no depoimento de um rapaz (Thiago Amaral) que para sublimar relação conflituosa com o pai reabilita fantasia de coelho.
Ficção
Sesc Pompeia, São Paulo
Até 18 de novembro
por Álvaro Machado
Qual a dose de ficção que mesclamos à realidade para que as coisas façam sentido? Ou quão mais pobre seria nosso cotidiano sem invenção? E, ainda, como sustentar nossas personas sem um mínimo de fantasia? A dramaturgia de Ficção propõe essas subestimadas questões e oferece um estímulo poderoso à reflexão por meio de seis monólogos, assinados por seus atores em co-autoria com Leonardo Moreira, prêmios Shell de dramaturgia em 2010 e 2011 com Cachorro Morto e O Jardim, respectivamente.
“O filme Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho, foi uma das obras discutidas para esse trabalho, que radicaliza uma vertente já presente em O Jardim, mas também nos valemos da filosofia do esloveno Slavoj Zizek e do poeta israelense Yehuda Amichai”, diz Moreira. O resultado em termos de textos, desenvolvidos a partir da experiência de cada um dos atores da Cia. Hiato, é de um acabamento sem arestas.
Dúvidas podem ser esclarecidas ao final do espetáculo, no camarim. Para saber, por exemplo, o que há de fato no depoimento de um rapaz (Thiago Amaral) que para sublimar relação conflituosa com o pai reabilita fantasia de coelho.
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Sesc Pompeia, São Paulo
Até 18 de novembro
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