Cultura

Orquestra de um homem só

O músico Silva mescla eletropop e música erudita e combina timbres e texturas

Orquestra de um homem só
Orquestra de um homem só
Apoie Siga-nos no

por Tárik de Souza

 

Um nome fácil de lembrar e de esquecer: Silva. Mas a estreia em disco do capixaba de Vitória Lucio Silva de Souza, 23 anos, nada tem de comum.

Filho de uma professora de música, estudante de violino clássico, além desse instrumento, ele canta e utiliza no disco sintetizadores, pianos acústico e elétrico, guitarra, órgão, cello, violão, ukulele, vibrafone, escaleta, synth bass, caixa, surdo, bateria eletrônica, glockenspiel e programação.

Com exceção de duas faixas, todas as demais “foram gravadas na casa do Silva, em Vitória, Espírito Santo, Brasil”, como ele afirma no encarte, onde menciona dois únicos acompanhantes em algumas músicas do disco, mixado nos EUA e masterizado em Londres.

A diva lírica Maria Callas ressoa em sample (da ópera Anna Bolena, de Donizzetti) ao fundo da tecladaria da faixa-título. Em Ventania sopra um binário baião, e ainda há ecos de Schumann, Marcelo Camelo, James Blake e Arcade Fire nas inquietas alquimias do roteiro.

O principal mérito de Silva em sua mescla eletropop-erudita é o domínio da intensidade e a combinação clarividente dos timbres e texturas empregados em suas composições, boa parte delas em parcerias com o irmão Lucas Silva.  

Claridão


Silva


Slap/Som Livre

por Tárik de Souza

 

Um nome fácil de lembrar e de esquecer: Silva. Mas a estreia em disco do capixaba de Vitória Lucio Silva de Souza, 23 anos, nada tem de comum.

Filho de uma professora de música, estudante de violino clássico, além desse instrumento, ele canta e utiliza no disco sintetizadores, pianos acústico e elétrico, guitarra, órgão, cello, violão, ukulele, vibrafone, escaleta, synth bass, caixa, surdo, bateria eletrônica, glockenspiel e programação.

Com exceção de duas faixas, todas as demais “foram gravadas na casa do Silva, em Vitória, Espírito Santo, Brasil”, como ele afirma no encarte, onde menciona dois únicos acompanhantes em algumas músicas do disco, mixado nos EUA e masterizado em Londres.

A diva lírica Maria Callas ressoa em sample (da ópera Anna Bolena, de Donizzetti) ao fundo da tecladaria da faixa-título. Em Ventania sopra um binário baião, e ainda há ecos de Schumann, Marcelo Camelo, James Blake e Arcade Fire nas inquietas alquimias do roteiro.

O principal mérito de Silva em sua mescla eletropop-erudita é o domínio da intensidade e a combinação clarividente dos timbres e texturas empregados em suas composições, boa parte delas em parcerias com o irmão Lucas Silva.  

Claridão


Silva


Slap/Som Livre

ENTENDA MAIS SOBRE: ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo