Cultura
O santuário resgatado
Werner Herzog desbrava as profundezas da caverna de Chauvet em A Caverna dos Sonhos Esquecidos
A CAVERNA DOS
SONHOS ESQUECIDOS
Werner Herzog
A primeira qualidade de A Caverna dos Sonhos Esquecidos, desde sexta 25 no CineSesc, é ter o realizador certo num lugar aparentemente idealizado para o cinema.
O alemão Werner Herzog é um sabido desbravador, se considerarmos desde a incursão à Amazônia em Fitzcarraldo a documentários como O Homem Urso e os recentes filmes sobre condenados à morte nos EUA.
Portanto, ele surge como o mais credenciado a oferecer a notável experiência de conhecer o mistério, só estudado por especialistas, da caverna de Chauvet, na França. Ali estão pinturas pré-históricas intocadas pelo tempo e por seres humanos, graças a um tremor de terra que fechou sua entrada.
Outra significativa decisão foi a de optar pelo 3D, o que estimula a percepção sensorial e cinematográfica, quando mesmo o diretor aponta o sentido de movimento de algumas figuras. São na maioria animais, pintados nas paredes, como mamutes, leões e bisões.
O que quebra a condição de um filme meramente científico é Herzog aproximar tais imagens de um sentido moderno e debater, entre os estudiosos, o sentido filosófico das inscrições.
Datam de mais de 30 mil anos, segundo estudos. Como essa maravilha subterrânea permanecerá longe dos olhos de visitantes, a oferta de Herzog é irrecusável.
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