Cultura

Mostra de Cinemas Africanos inicia sua quarta edição em São Paulo

Evento promove janela de exibição da cinematografia africana contemporânea no Brasil, com diversos títulos inéditos

Filme: Rafiki/Fotos: Divulgação
Filme: Rafiki/Fotos: Divulgação
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A Mostra de Cinemas Africanos entra em sua quarta edição, desta vez no CineSesc em São Paulo, de 10 a 17 de julho, para exibir uma série de longas e curtas metragens africanos e afrodiaspóricos. O evento conta com a presença de filmes inéditos no país e tem a curadoria das pesquisadoras em cinema africano Ana Camila e Beatriz Leal.

Camila explica que a proposta é trazer ao Brasil obras que “raramente chegam aqui e são ignoradas pelos grandes festivais e críticos de cinema”. As curadoras tentam, assim, corrigir o problema e ampliar o repertório do público. A mostra reúne 23 títulos de 14 países.

Camila e Leal constroem uma intensa pesquisa sobre o assunto e já organizaram a mostra em Salvador, Porto Alegre e Aracajú. Os critérios de seleção usados por elas são: qualidade cinematográfica, produção contemporânea e diversidade cultural.

Da esquerda para à direita: Eli Jacobs Fantauzzi (diretor do filme “Bakosó”), Ana Camila Esteves (curadora) e Beatriz Leal Riesco (curadora)/Foto: Arquivo Pessoal

Os filmes, que em sua maioria são dirigidos por mulheres, trazem diferentes ambientes, culturas e realidades do continente. Além disso, desmistificam a ideia de uma África sem condições ou isenta de grandes recursos.

“Tudo acontece em São Paulo, mas esses filmes não. É importante as pessoas saberem que existem filmes africanos excelentes”, diz Ana Camila.

Durante uma semana, a Mostra de Cinemas Africanos promoverá quatro sessões comentadas, sempre com especialistas e críticas de cinema. As pesquisadoras Lúcia Monteiro, Kênia Freitas, Alessandra Meleiro e Jusciele Oliveira mediarão bate-papos com a plateia de filmes selecionados. Já as curadoras, acompanhadas de Lúcia Monteiro e Jusciele Oliveira, conversarão, numa edição do Cinema da Vela, sobre a desconstrução de estereótipos nos cinemas africanos contemporâneos. Haverá ainda  o curso “Cinemas Africanos em Perspectiva”, com o objetivo de contextualizar esta cinematografia para o público interessado.

Confira a programação completa:

10 de julho (quarta-feira)

20h30- Supa Modo (Quênia, 2018)

11 de julho (quinta-feira)

15h- Nora (Reino Unido, Estados Unidos, 2018) + Bakosó – Afrobeats de Cuba (Cuba, 2019)

17h- A Dança das Máscaras (África do Sul, Portugal, 2018) + debate com Jusciele Oliveira

19h- Ame Quem Você Ama (África do Sul, 2014)

Ame Quem Você Ama

19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 01)

21h- Rafiki (Quênia, 2018)

12 de julho (sexta-feira)

14h30- Vaya (África do Sul, 2016)

17h- A Luta de Silas (África do Sul, Quênia, Canadá, 2017)

19h- Olhe pra Mim (Tunísia, França, Catar, 2018)

19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 02)

21h- Kasala! (Nigéria, 2018)

13 de julho (sábado)

15h- Sessão de curtas “Narrativas Urbanas”: Koka, O Açougueiro (Egito, Alemanha, 2018); O Rei do Mercado (Quênia, EUA, 2014); Pela Ternura (França, 2016)

17h- Irmandade (Tunísia, 2018) + Lua Nova (Quênia, 2018)

19h- Nora (Reino Unido, Estados Unidos, 2018) + Bakosó – Afrobeats de Cuba (Cuba, 2019)

21h- Sofia (Marrocos, 2018) + debate com Alessandra Meleiro

Sophia

14 de julho (domingo)

14h30- As Espadas (Burkina Faso, 2011) + O Africano que Queria Voar (Gabão, 2016)

16h30- Sessão de curtas “Afrofuturismo”: Pumzi (Quênia, África do Sul, 2009), Afronautas (Gana, EUA, 2014), Gagarine (França, 2015), As Espadas (Burkina Faso, 2011) + debate com Kênia Freitas

18h30- Cinco Dedos por Marselha (África do Sul, 2017)

21h- Olhe pra Mim (Tunísia, França, Catar, 2018)

15 de julho (segunda-feira)

15h- Supa Modo (Quênia, 2018)

17h- Kasala! (Nigéria, 2018)

19h- Sofia (Marrocos, 2018)

21h- Touki Bouki (Senegal, 1973) + debate com Lúcia Monteiro

16 de julho (terça-feira)

15h- A Luta de Silas (África do Sul, Quênia, Canadá, 2017)

17h- A Dança das Máscaras (África do Sul, Portugal, 2018)

19h- Irmandade (Tunísia, 2018) + Lua Nova (Quênia, 2018)

Irmandade

19h30 – Cinema da Vela: “Desconstruindo estereótipos dos cinemas africanos”

21h- Cinco Dedos por Marselha (África do Sul, 2017)

17 de julho (quarta-feira)

14h30- Vaya (África do Sul, 2016)

17h- Ame Quem Você Ama (África do Sul, 2014)

19h- As Espadas (Burkina Faso, 2011) + O Africano que Queria Voar (Gabão, 2016)

21h- Hienas (Senegal, 1992)

Hienas

Marina Lourenço

Marina Lourenço
Estagiária de Jornalismo do site de CartaCapital

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