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Morre a cantora Ângela Maria, aos 89 anos, em São Paulo

Cultura

Morreu na noite do sábado 29, em São Paulo, aos 89 anos, a cantora Ângela Maria. Ela estava internada há cerca de um mês no Hospital Sancta Maggiore devido a um quadro de infecção, que levou à sua morte.

O marido da cantora Daniel D’Angelo, com quem estava casada desde o final da década de 1970 publicou um vídeo no Facebook para anunciar a morte da cantora: “É com o meu coração partido que comunico vocês que a minha Abelim Maria da Cunha e a nossa Ângela Maria partiu, foi morar com Jesus. Ela teve uma trajetória de 34 dias no hospital, estava sofrendo muito e hoje nos deixou”, declarou.

Segundo informações da imprensa, o velório da cantora acontece no domingo 30, a partir das 10h, no Cemitério Congonhas, zona sul de São Paulo, e o sepultamento às 16h.

Trajetória

Nascida em Macaé, Rio de Janeiro, Abelim Maria da Cunha começou a cantar ainda menina em coro de igrejas. Atuou como operária tecelã e sempre sonhou com o rádio, embora sua família fosse contra a carreira artística. Em 1947, começa a frequentar programas de calouros com o nome artístico, Ângela Maria, para não ser descoberta. Em 1948, começou carreira na Rádio Mayrink Veiga, depois de ser apresentada ao diretor Gilberto Martins, pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho.

A partir de 1950, firmando-se como intérprete, estreou na RCA Victor (1951) em disco com “Sou feliz” e “Quando alguém vai embora”. No ano seguinte, sua gravação do samba “Não tenho você” bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira. Na mesma década, ficou conhecida como a “Rainha do Rádio”, depois de participar de um concurso popular.

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Em 1982, lançou o LP Odeon ao lado de Cauby Peixoto, primeiro encontro em disco dos dois intérpretes. Em 1992 apresentou-se ao lado do cantor no show Canta Brasil, e lançou o disco “Angela e Cauby ao vivo”.

Em 1996, lançou o CD “Amigos”, pela gravadora Sony Music, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros. O disco vendeu mais de 500 mil cópias.

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