Chico Buarque: Bolsonaro não assinar diploma é ‘um segundo prêmio Camões’

Artista respondeu a comentário do presidente Jair Bolsonaro, que tinha dado a entender que ele não assinaria o documento

CANTOR E COMPOSITOR CHICO BUARQUE (FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL)

CANTOR E COMPOSITOR CHICO BUARQUE (FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL)

Cultura

O cantor, compositor e escritor Chico Buarque respondeu, nesta quarta-feira 9, à provocação feita pelo presidente Jair Bolsonaro em relação à assinatura do diploma concedido ao artista por ser o ganhador do Prêmio Camões, a principal premiação da língua portuguesa.

Para ele, a recusa é, na verdade, uma segunda honraria. “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo prêmio Camões”, escreveu Chico em uma rede social.

A cerimônia de entrega do prêmio está prevista para abril de 2020 e, para isso, o presidente brasileiro deve assinar o documento. Na terça-feira 8, ele respondeu à jornalistas que assinaria o documento no dia 31 de dezembro de 2026 – uma alusão a uma reeleição e ao fim de seu mandato como presidente do Brasil.

“É segredo. Chico Buarque?”, disse. “Eu tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026, eu assino”, respondeu Bolsonaro na entrada do Palácio da Alvorada.

O prêmio tem um valor total de 100 mil euros (em torno de 447,3 mil reais), dividido entre Brasil e Portugal. A parcela da condecoração que cabia ao governo brasileiro já foi depositada em junho.

Chico Buarque, além de um dos mais importantes nomes da música brasileira, sempre foi alinhado à políticas de esquerda – inclusive na época da ditadura -, e é um defensor da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem prestou uma visita na semana passada.

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