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Brilhar sem lastro

Cultura

Por Tárik de Souza

Sob o irônico título O Disco do Ano, Zeca Baleiro aparece na capa, na caixa registradora de uma mercearia, com notas de 100 no bolso. No verso, uma baleira oferece o suposto livro Como Enriquecer Fazendo Música, do mesmo artista. O compositor e cantor maranhense surgiu em 1997, já num álbum de nome intrigante, Por Onde Andará Stephen Fry?, evocando o ator inglês. No atual, em Mamãe no Face, um tango de tintura brega, ZB fustiga o modelito cult: Eu fiz o disco do ano/ e até mesmo o Caetano/ parece que aprovou.

Em outra provocação, avaliza a banda Charlie Brown Jr., num dueto com Chorão no rap O Desejo. Diferente da geração nordestina antecessora, de Alceu Valença e até Raul Seixas, Baleiro trabalha sem lastro, num generalizado universo pop. Chamou 15 produtores diferentes em busca de um ar de coletânea. Da japonesa Kana, no rock havaiano O Amor Viajou, ao soulman Hyldon, no reggae Calma aí, Coração, e o roqueiro Frejat na balada Nada além, seu descompromisso não dispensa rigor estético.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

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Em outra provocação, avaliza a banda Charlie Brown Jr., num dueto com Chorão no rap O Desejo. Diferente da geração nordestina antecessora, de Alceu Valença e até Raul Seixas, Baleiro trabalha sem lastro, num generalizado universo pop. Chamou 15 produtores diferentes em busca de um ar de coletânea. Da japonesa Kana, no rock havaiano O Amor Viajou, ao soulman Hyldon, no reggae Calma aí, Coração, e o roqueiro Frejat na balada Nada além, seu descompromisso não dispensa rigor estético.

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