Cultura

Ainda o mais forte

Jornalista, filósofo, pintor, romancista, poeta e dramaturgo: o “artista plural” que a Mostra Strindberg propõe conhecer, em 40 dias de oito espetáculos teatrais em quatro unidades do Sesc paulistano

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Inédita. A Noite das Tríbades, com Clara Carvalho e Norival Rizzo
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por Álvaro Machado

Mostra Strindberg


Sesc São Paulo


Até 27 de outubro

Jornalista, filósofo, pintor, romancista, poeta e dramaturgo, esse é o “artista plural” que a Mostra Strindberg propõe conhecer, em 40 dias de oito espetáculos teatrais, exposição, leituras dramáticas, debates e exibições em vídeo, promovidos em quatro unidades do Sesc paulistano: Belenzinho, Bom Retiro, Ipiranga e Santo Amaro.

O sueco, cujo centenário de morte é comemorado neste ano, surge assim para muito além de sua adorada Senhorita Júlia, peça presente na montagem de Cristiane Jatahy com recursos de cinema e teatro. Essa mescla também é forte em espetáculo vindo da França: Strindbergman teatraliza Persona, de Ingmar Bergman, enquanto exibe A Mais Forte, do dramaturgo, em versão para a tela. Do cineasta, chega um vídeo inédito fora da Suécia: o registro de sua montagem de O Sonho, em 1973, com Ingrid Thulin. A cópia vem nas mãos da diretora sueca Bim de Verdier, que ministra vivência.

A Mais Forte figura quatro vezes na programação. O texto curto, montado no Brasil por Luiz Roberto Galizia (1952-1985), deslancha, por exemplo, a trama da inédita A Noite das Tríbades, do sueco Per Olov Enquist, que coloca em cena Strindberg e sua mulher, uma estreia do Grupo Tapa. Entre as inéditas,  Nelson Baskerville constrói texto a partir de cinco brainstorms com o público e o ator André Guerreiro Lopes mostra sua adaptação do romance autobiográfico Inferno, que ganhou o título O Livro da Desordem e da Infinita Coerência. Especialista com tese defendida na Sorbonne, a curadora Nicole Cordery sublinha a atualidade do autor: “É o pai do teatro moderno ao fragmentar o texto em espaço e tempo, nada mais atual para o mundo contemporâneo”.

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Até 27 de outubro

Jornalista, filósofo, pintor, romancista, poeta e dramaturgo, esse é o “artista plural” que a Mostra Strindberg propõe conhecer, em 40 dias de oito espetáculos teatrais, exposição, leituras dramáticas, debates e exibições em vídeo, promovidos em quatro unidades do Sesc paulistano: Belenzinho, Bom Retiro, Ipiranga e Santo Amaro.

O sueco, cujo centenário de morte é comemorado neste ano, surge assim para muito além de sua adorada Senhorita Júlia, peça presente na montagem de Cristiane Jatahy com recursos de cinema e teatro. Essa mescla também é forte em espetáculo vindo da França: Strindbergman teatraliza Persona, de Ingmar Bergman, enquanto exibe A Mais Forte, do dramaturgo, em versão para a tela. Do cineasta, chega um vídeo inédito fora da Suécia: o registro de sua montagem de O Sonho, em 1973, com Ingrid Thulin. A cópia vem nas mãos da diretora sueca Bim de Verdier, que ministra vivência.

A Mais Forte figura quatro vezes na programação. O texto curto, montado no Brasil por Luiz Roberto Galizia (1952-1985), deslancha, por exemplo, a trama da inédita A Noite das Tríbades, do sueco Per Olov Enquist, que coloca em cena Strindberg e sua mulher, uma estreia do Grupo Tapa. Entre as inéditas,  Nelson Baskerville constrói texto a partir de cinco brainstorms com o público e o ator André Guerreiro Lopes mostra sua adaptação do romance autobiográfico Inferno, que ganhou o título O Livro da Desordem e da Infinita Coerência. Especialista com tese defendida na Sorbonne, a curadora Nicole Cordery sublinha a atualidade do autor: “É o pai do teatro moderno ao fragmentar o texto em espaço e tempo, nada mais atual para o mundo contemporâneo”.

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