COP30
Papa Leão XIV pede ‘ações concretas’ sobre mudanças climáticas e critica falta de vontade
‘Não é o Acordo de Paris que está falhando, mas nossa resposta’, afirmou o pontífice
O Papa Leão XIV pediu, nesta segunda-feira 17, “ações concretas” diante da mudança climática e lamentou a falta de “vontade política de alguns” líderes em uma mensagem em vídeo dirigida a responsáveis religiosos à margem da COP30.
Ele acrescentou que o Acordo de Paris “impulsionou um progresso real e continua sendo nossa ferramenta mais poderosa para proteger as pessoas e o planeta”.
A mensagem do Papa às Igrejas do hemisfério sul foi divulgada pelo Vaticano enquanto elas se reuniam paralelamente às negociações climáticas da ONU em Belém do Pará.
“Mas devemos ser honestos: não é o Acordo que está falhando, mas nossa resposta. O que está falhando é a vontade política de alguns”, declarou o Papa.
Leão XIV descreveu na mensagem a região amazônica como um “símbolo vivo da criação com uma necessidade urgente de cuidado”.
“A criação clama em inundações, secas, tempestades e um calor implacável. Uma em cada três pessoas vive em grande vulnerabilidade devido a essas mudanças”, acrescentou.
“Para elas, a mudança climática não é uma ameaça distante. Ignorar essas pessoas é negar nossa humanidade compartilhada. Ainda há tempo para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C, mas a janela está se fechando.”
As negociações climáticas da ONU entram em sua fase final nesta semana, já que os países seguem divididos em torno de pontos-chave, enquanto ministros começaram a chegar nesta segunda-feira.
O histórico Acordo de Paris de 2015, do qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou pela segunda vez a retirada de seu país, busca manter o aquecimento global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais e, se possível, a 1,5°C.
Desde que foi eleito em maio, o Papa Leão XIV, nascido em Chicago e que viveu cerca de vinte anos como missionário no Peru, exorta os governos a tomar medidas corajosas diante da mudança climática.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
A dualidade da COP30 e a urgência de um novo modelo econômico
Por Ana Paula Bernardes
Chanceler alemão diz que ‘todos ficaram contentes’ ao deixar Belém após viagem à COP30
Por CartaCapitalOs imprescindíveis também querem participar: manifesto do Sebrae provoca COP30
Por Décio Lima



