CartaExpressa

Zanin suspende condenação e Garotinho poderá concorrer às eleições

Ex-governador foi condenado a mais de 13 anos de prisão no âmbito da Operação Chequinho

Zanin suspende condenação e Garotinho poderá concorrer às eleições
Zanin suspende condenação e Garotinho poderá concorrer às eleições
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os efeitos de uma decisão da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro que impedia o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) de disputar as eleições deste ano. A decisão, assinada em 16 de agosto, vale até que o julgamento do caso seja finalizado.

Garotinho, que tenta uma vaga na Câmara de Vereadores da capital, foi condenado a mais de 13 anos de prisão no âmbito da Operação Chequinho. A investigação mirou um suposto esquema de compra de votos em troca de um benefício social para favorecer candidatos nas eleições de 2016, em Campos dos Goytacazes.

Ao acionar o Supremo, o ex-governador alegou que outra pessoa denunciada por participação nessa operação teve a condenação anulada pela Corte em 2022, em razão de as investigações terem se baseado em provas ilícitas. Por isso, a defesa pediu que esse mesmo entendimento fosse aplicado no caso de Garotinho.

Os argumentos foram acolhidos por Zanin, sob alegação de que, caso se chegue à conclusão de que as condenações decorreram de prova ilícita, o candidato do Republicanos ficaria indevidamente impedido de disputar as eleições.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo