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Vitória de Trump é ‘sinal de alerta’ para Lula em 2026, avalia senador petista

Humberto Costa (PT-PE) disse ao site ‘Metrópoles’ que retorno do republicano à Casa Branca indica que a extrema-direita, diferentemente do que se pensava, não foi totalmente derrotada

Vitória de Trump é ‘sinal de alerta’ para Lula em 2026, avalia senador petista
Vitória de Trump é ‘sinal de alerta’ para Lula em 2026, avalia senador petista
O senador Humberto Costa (PT-PE). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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Eleições 2026

A vitória de Donald Trump nos Estados Unidos precisa ser lida pelo entorno de Lula (PT) como um ‘sinal de alerta’ para a disputa em 2026. A avaliação é do senador petista Humberto Costa (PE) em conversa com o site Metrópoles, publicada neste domingo 10.

Segundo o senador, ainda não há grande preocupação com uma eventual derrota de Lula no próximo pleito, mas a possibilidade não pode ser totalmente descartada após o retorno do republicano à Casa Branca.

“Obviamente que o resultado lá tem que deixar para todos nós um sinal de alerta. Não que nós estejamos preocupados que Lula vá perder a eleição, não. Eu acho que isso aí seria uma avaliação muito precipitada e fora daquilo que nós estamos assistindo. Mas, sem dúvida, nós temos que nos preocupar que não é uma hipótese inteiramente descartada”, avaliou o petista ao site.

Segundo ele, a nova vitória do republicano indica que a extrema-direita, diferentemente do muitos pensavam, não está enfraquecida e não foi totalmente vencida nas últimas eleições no Brasil e nos EUA.

“Até bem pouco tempo o Donald Trump poderia ser considerado uma espécie de acidente na história”, comentou Costa.

“[Então] O alerta surge para nós, porque passamos por um governo com características muito semelhantes e a vitória do presidente Lula foi entendida por nós e por muita gente como um ponto final na experiência da extrema-direita no Brasil. Já vimos que não é bem assim”, completou o político.

Para ele, essa preocupação segue vigente mesmo se Jair Bolsonaro (PL) não conseguir reverter a inelegibilidade, uma vez que o projeto do ex-capitão tem outros representantes.

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