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Vacinação contra covid-19 já evitou até 55 mil mortes no Brasil, aponta estudo

Vacinação contra covid-19 já evitou até 55 mil mortes no Brasil, aponta estudo

A imunização, mesmo que lenta, aponta para o resultado direto para a queda em indicadores, em especial dos grupos protegidos

(Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará)

(Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará)

A vacinação contra a Covid-19 já evitou entre 40 mil e 55 mil mortes pela doença no Brasil, segundo projeções do pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes, especialista em saúde pública. O estudo foi publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Dados do Ministério da Saúde apontam que 43% dos brasileiros já tomaram a primeira dose, e 16% já estão com a imunização completa. No total, o País tem 544 mil vítimas do coronavírus, a segunda nação com mais óbitos no mundo.

A estimativa feita por Gomes registra que houve queda entre 96 mil e 117 mil nas internações por Covid-19. Somente no estado de São Paulo a redução projetada de casos graves da doença foi entre 24 mil e 35 mil, e a de mortes, 10 mil e 17 mil.

Os cálculos do pesquisador foram alcançados considerando as proporções dos números de casos e óbitos que o País registrou logo após o pico da segunda onda da pandemia no Brasil, entre pessoas acima dos 60 anos. O período analisado foi de 14 de março e 12 de junho deste ano.

“É importante deixar claro que não se trata de uma análise científica rigorosa, mas sim de uma avaliação simplificada para obter estimativas da ordem de grandeza do impacto que já podemos ter alcançado com a campanha de vacinação”, afirmou  ao jornal.

Gomes reforçou ainda a importância de as pessoas receberem as duas doses da vacina – a quantidade de faltosos na 2ª injeção tem colocado autoridades em alerta. Conforme o Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Brasil tem cerca de 4,8 milhões de brasileiros com dose de reforço e atraso.

O pesquisador afirmou ser muito cedo para abrir mão das medidas de proteção e do distanciamento social. “O cenário de transmissão do vírus ainda é extremamente preocupante”, afirma Gomes. “O volume de casos graves e mortes ainda é muito alto.”

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