CartaExpressa

Urna que aparecia o número 13 automaticamente tinha botão quebrado e não era fraude, diz PF

Urna que aparecia o número 13 automaticamente tinha botão quebrado e não era fraude, diz PF

Na investigação, os peritos analisaram os sistemas instalados e concluíram se tratar apenas de um defeito físico da urna eletrônica

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Uma urna eletrônica em Morro Agudo, São Paulo, que completava o número 3 ‘automaticamente’ após o eleitor apertar o número 1 nas eleições de 2018 estava apenas com o botão quebrado e não apresentava qualquer falha no sistema para beneficiar um candidato. É o que comprova a investigação da Polícia Federal, que atestou se tratar de um problema físico no equipamento, descartando suspeitas de fraudes. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

“Ressalta-se que esse evento do número 3 ser enviado arbitrariamente, sem digitação do usuário, foi observado em momentos aleatórios, após digitação de distintas teclas, em diferentes telas de votação, para os variados cargos”, diz um trecho da conclusão da PF.

Na investigação, os peritos analisaram os sistemas instalados e concluíram se tratar apenas de um defeito físico da urna eletrônica. O equipamento tinha 9 anos de uso e, segundo os peritos, completava ‘automaticamente’ o 3 em várias situações, não apenas depois de apertar o número 1.

O caso novamente ganhou destaque após ser apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro em uma transmissão ao vivo na última quinta-feira 29. Na live, ele afirmou não ter provas, mas sim indícios de uma suposta fraude no sistema. Os ‘indícios’, como o dessa urna em Morro Agudo, no entanto, já foram desmentidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O TSE também decidiu abrir uma investigação para apurar os ataques e ameaças de Bolsonaro às eleições de 2022. O Tribunal também enviou ao Supremo uma notícia-crime para incluir o presidente no Inquérito das Fake News.

Junte-se ao grupo de CartaCapital no Telegram

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem