CartaExpressa
‘Trouxeram gente da 3ª divisão para jogar a Champions League’, diz Gilmar sobre governo na pandemia
Segundo o ministro do STF, ‘tínhamos pessoas erradas nos lugares errados’
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, voltou a defender nesta segunda-feira 27 a atuação da Corte na pandemia e rebateu as principais críticas do presidente Jair Bolsonaro.
“O governo, pela voz do presidente e de seus seguidores, repudiava qualquer medida de isolamento social. O STF reconheceu, e me parece que não tinha como não fazê-lo, que o tema da saúde exige cooperação tripartite: União, estados e municípios. É a realização do federalismo cooperativo”, disse o ministro em evento virtual promovido pelo site Metrópoles.
Mendes também citou a resistência do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, em finalizar a compra das vacinas da Pfizer sob o argumento de uma “exigência que se impunha de ter uma arbitragem para eventual questão de responsabilidade”.
“A pergunta que me ocorreu foi a seguinte: se o mundo todo está comprando a vacina segundo os critérios estabelecidos, por que nós estamos dispostos a fazer algo diferente? E acabei tendo razão, porque as vacinas da Pfizer acabaram sendo compradas, como outras”, afirmou.
“Tínhamos pessoas erradas nos lugares errados. Em um momento de grave crise, em que precisávamos dos melhores experts, nós tínhamos pessoas sem a mínima qualificação para ocupar os lugares que estavam a ocupar”, criticou Gilmar.
“Dá para perceber que o profissionalismo passou longe, em um momento em que nós precisávamos de profissionais. Tenho brincado que o Brasil às vezes tem se permitido trazer gente da 3ª divisão para jogar a Champions League“, finalizou o ministro do STF.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



