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Torres chega à PF para depor sobre blitze da PRF no 2º turno

A suspeita é de ações para dificultar a locomoção de eleitores de Lula

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ex-ministro da Justiça Anderson Torres chegou por volta das 13h30 desta segunda-feira 8 à sede da Polícia Federal em Brasília, onde prestará depoimento sobre as ações da Polícia Rodoviária Federal para dificultar o trânsito de eleitores no segundo turno das eleições de 2022.

Torres é suspeito de ter agido para que a PRF – então sob sua responsabilidade – alterasse o planejamento operacional a fim de intensificar a fiscalização em rodovias do Nordeste, onde Lula (PT) era favorito na disputa contra Jair Bolsonaro (PL).

Pesa contra o ministro a produção de um boletim de inteligência a mapear as cidades em que o petista venceu no primeiro turno, além de uma viagem de Torres à Bahia na véspera da votação e o modelo de convocação de efetivos da PRF para o segundo turno.

Torres está preso desde janeiro deste ano, quando ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. A detenção foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da investigação sobre suposta omissão de agentes públicos na invasão e na depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do prédio do STF no 8 de Janeiro.

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