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Tarcísio adia escolas cívico-militares em meio a briga na Justiça

A ideia inicial era que o programa entrasse em prática no ano que vem com pelo menos 45 colégios

Tarcísio adia escolas cívico-militares em meio a briga na Justiça
Tarcísio adia escolas cívico-militares em meio a briga na Justiça
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário de educação, Renato Feder. Créditos: Fernando Nascimento/Governo do Estado de São Paulo
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu adiar a implementação do programa de escolas cívico-militares para 2026. A ideia inicial era que a iniciativa entrasse em prática no ano que vem com pelo menos 45 colégios.

O adiamento foi confirmado pelo secretário de Educação, Renato Feder, em meio à análise de ações contrárias ao programa no Supremo Tribunal Federal.

“Temos acompanhado com atenção a tramitação do tema no Supremo. Neste ano, realizamos diversas consultas públicas com as escolas e a comunidade escolar para garantir que todos pudessem opinar sobre o programa proposto”, afirmou Feder à Folha de S.Paulo. “Nossa intenção, em caso de decisão favorável do STF, é retomar essas consultas para que o programa tenha início em 2026.”

Em agosto, a Justiça de São Paulo suspendeu o programa até que o STF se manifeste sobre a sua constitucionalidade. Já em 22 de outubro, o relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, realizou uma audiência pública que deve nortear a tramitação. Ainda não há uma data definida para a Corte analisar o mérito do processo.

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