CartaExpressa

Subprocurador responsável pela investigação do 8 de Janeiro deixa o cargo

Sob o comando de Carlos Frederico Santos, o grupo da PGR denunciou mais de 1.400 pessoas por envolvimento nos atos golpistas

A invasão do Congresso Nacional no 8 de Janeiro. Foto: AFP
Apoie Siga-nos no

O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos deixou a coordenação do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemcoráticos, da Procuradoria-Geral da República. A dispensa, a pedido, foi publicada nesta segunda-feira 18 no Diário Oficial da União.

A portaria foi assinada por Elizeta Ramos, que ocupou interinamente a chefia do Ministério Público Federal até a posse de Paulo Gonet, formalizada na manhã desta segunda.

Sob o comando de Carlos Frederico Santos, o grupo denunciou 1.413 pessoas por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro, divididos em 1.156 incitadores, 248 executores, 8 agentes públicos e um financiador.

Em 14 de dezembro, Santos apresentou a primeira denúncia no inquérito que apura a atuação de financiadores dos ataques. O alvo é um morador de Londrina (PR) acusado por cinco crimes por oferecer auxílio material e moral ao grupo que invadiu as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Somadas, as penas passam de 30 anos de reclusão. O subprocurador-geral ressaltou na denúncia que a depredação causou prejuízos aos cofres públicos de pelo menos 3,5 milhões de reais no Senado, 2,7 milhões na Câmara dos Deputados, 9 milhões no Palácio do Planalto (apenas em relação às obras de arte) e 11,4 milhões no Supremo Tribunal Federal. Além disso, reforça a PGR, houve danos inestimáveis em bens históricos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.