CartaExpressa
STF decide contra aposentadoria especial a vigilantes
Prevaleceu o voto divergente do ministro Alexandre de Moraes
O Supremo Tribunal Federal decidiu mudar o entendimento de que vigilantes devem ter direito a uma aposentadoria especial. Por seis a quatro, prevaleceu o voto divergente do ministro Alexandre de Moraes.
Relator da matéria e voto vencido, o ministro Kássio Nunes Marques defendia manter a concessão de uma aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. O julgamento ocorreu no plenário virtual e terminou nesta sexta-feira 13.
Votaram pela reversão do entendimento, além de Moraes, os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes. Por outro lado, endossaram Kassio os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.
A Corte julgou um recurso do INSS para derrubar a decisão do Superior Tribunal de Justiça que reconheceu o benefício. O instituto alegava que o serviço de vigilância dá direito apenas ao adicional de periculosidade.
Para Moraes, a aposentadoria especial por atividade de risco não pode se estender aos vigilantes. “A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, sustentou.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



