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‘Só sai do partido se quiser’, diz Lupi sobre situação de Ciro no PDT
Ministro da Previdência, que é presidente licenciado da sigla, admitiu, porém, que eventual retomada da aliança entre PDT e PT no Ceará pode impor dificuldades ao ex-presidenciável
O ministro da Previdência, Carlos Lupi, que é presidente licenciado do PDT, admitiu que, se a sigla concretizar uma aliança com o PT do Ceará, há chances de Ciro Gomes deixar o partido. Entretanto, segundo Lupi, uma eventual saída só depende do próprio Ciro.
Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta quinta-feira 7, Lupi disse que uma eventual retomada da aliança PDT-PT no Ceará criaria uma situação de “grande dificuldade” para o ex-presidenciável. Lupi, entretanto, não mostrou entusiasmo com a ala do partido que defende uma saída mais imediata de Ciro.
“Minha relação com o Ciro é de profundo carinho e amizade. As pessoas só querem lembrar do que ele fez na última eleição. Esquecem que na outra, em 2018, ele ajudou a eleger 27 deputados. O Ciro só sai do partido se quiser“, afirmou Lupi.
O ministro também deu explicações sobre o desempenho do PDT nas eleições municipais deste ano, já que a sigla foi uma das que mais caiu na eleição de prefeitos, na comparação com o pleito de 2020. Cidades como Fortaleza e Aracaju, por exemplo, saíram das mãos do PDT. Para Lupi, o rompimento entre Ciro e o irmão, o senador Cid Gomes (PSB-CE), tem relação direta com a queda.
“Saíram sessenta prefeitos do PDT no Ceará após o rompimento entre os irmãos. […] Ele e o irmão nunca foram muito fortes em Fortaleza. A aliança PDT-PT que era forte. Sarto [atual prefeito de Fortaleza] não conseguiu fazer uma boa comunicação da gestão. Lula é muito forte lá e houve a polarização entre os candidatos do PT e do PL, que era a marca do voto do Bolsonaro. Deu o PT, graças a Deus. O Ciro deu a opinião dele, mas não fez campanha para ninguém”, afirmou.
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