CartaExpressa
Senado confirma retirada de armas e munições do ‘imposto do pecado’; veja todos os votos
O relator da regulamentação, senador Eduardo Braga (MDB-AM), era favorável a taxar os itens com o Imposto Seletivo
O Senado confirmou nesta quinta-feira 12 a retirada das armas de fogo e das munições do Imposto Seletivo, o chamado “imposto do pecado”, instituído pela reforma tributária.
Armas e munições já haviam sido excluídas da relação durante a análise do projeto de regulamentação da reforma na Comissão de Constituição e Justiça, na quarta-feira 11. Agora, o plenário confirma a decisão ao rejeitar uma emenda do PT.
Houve 33 votos favoráveis a incluir os itens no “imposto do pecado”, ante 32 contrários. Eram necessários, porém, no mínimo 41 votos a favor do acréscimo.
Já o texto base da proposta de regulamentação foi aprovado por 49 votos a 14.
O relator da regulamentação, senador Eduardo Braga (MDB-AM), era favorável a taxar as armas com um tributo extra. “Esta não é uma posição ideológica, mas uma proposta que busca manter o equilíbrio tributário e evitar incentivos a itens potencialmente perigosos. Forças Armadas e segurança pública não pagam Imposto Seletivo. Isso é feito para segurança privada e milicianos.”
Defensor de uma tributação inferior, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alegou, por sua vez, que “miliciano não compra arma em loja”.
O Imposto Seletivo será aplicado a partir de 2027 sobre a produção, a extração, a comercialização ou a importação de produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Na prática, essa categoria terá uma tributação superior à alíquota padrão, estimada pelo Ministério da Fazenda em 27,97% antes das modificações no Senado.
Confira como votou cada senador sobre as armas no “imposto do pecado”:
Relatório_Mapa_de_Votações_NominaisApoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


