CartaExpressa
Senado aprova debate com Haddad e Campos Neto sobre juros e inflação
O requerimento partiu do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco. A data ainda não foi definida
O Senado aprovou nesta terça-feira 14 um convite para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participarem de uma sessão de debates sobre juros, inflação e crescimento econômico. O requerimento foi apresentado pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Além de Haddad e Campos Neto, serão convidados, entre outros:
- a ministra do Planejamento, Simone Tebet;
- o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga;
- o diretor-presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Rodrigo Maia; e
- o presidente da Federação Brasileira de Bancos Isaac Sidney Menezes Ferreira.
“É uma discussão de caminhos para se atingir um objetivo, que é o objetivo de se ter um Estado de bem-estar social, de se combater a fome, a miséria, combater o desemprego. Mas há um caminho até lá, que é o caminho do crescimento e do desenvolvimento econômico. Como se faz isso? Contendo a inflação e reduzindo a taxa de juros”, argumentou Pacheco nesta terça.
Segundo ele, o debate é importante para indicar os “caminhos técnicos” e os “caminhos de experiências vividas anteriormente”, além do planejamento do governo.
No requerimento, o presidente do Senado afirma que “ao mesmo tempo em que não é viável o aumento descontrolado de preços também não é desejado o sufocamento da economia no curto prazo”.
A data da sessão temática ainda será definida.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
O cronograma de Haddad para a MP que taxará apostas eletrônicas
Por CartaCapital
Reforma tributária não diminuirá a arrecadação municipal, promete Haddad a prefeitos
Por Wendal Carmo
Cercado por empresários, Doria elogia Lula e diz que Haddad tem agido bem ao escutar o mercado
Por Victor Ohana
O prazo para aprovar a reforma tributária no Congresso, segundo Haddad
Por Getulio Xavier


