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Sem citar Guimarães, Caixa afirma ter recebido denúncias de assédio

Instituição alega que investigação interna ocorre em sigilo desde maio de 2022

Pedro Guimarães.

Foto: Marcos Corrêa/PR
Pedro Guimarães. Foto: Marcos Corrêa/PR
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Em nota divulgada na quarta-feira 29, a Caixa Econômica Federal admite que recebeu, por meio de canal de denúncias, relatos de assédio sexual e moral praticados pelo ex-presidente do banco Pedro Guimarães.

De acordo com a instituição, a investigação corre desde maio de 2022 em sigilo na Corregedoria e, por este motivo, os casos não eram de conhecimento público.  A Caixa ainda destaca que foram realizados contatos com as denunciantes.

Guimarães é investigado pelo Ministério Público Federal por assédio moral e sexual. A ação corre sob sigilo e, até então, oito vítimas foram ouvidas.

Após a revelação de novos casos de assédio, publicadas pelos jornais Metrópoles e Folha de S.Paulo, Guimarães divulgou carta de demissão enviada ao presidente Jair Bolsonaro. No texto, ele nega as acusações e se diz vítima de um ‘rancor político’ em ano eleitoral.

Antes de entregar o cargo, Guimarães argumentou que a Caixa se tornou um banco que preza pela igualdade de gênero e que teria, inclusive, sido premiado por essa política durante sua gestão.

Leia a nota na íntegra:

“A CAIXA repudia qualquer tipo de assédio e informa que recebeu, por meio do seu canal de denúncias, relato de casos desta natureza na instituição. A investigação corre em sigilo, no âmbito da Corregedoria, motivo pelo qual não era de conhecimento das outras áreas do banco.

Por oportuno, a CAIXA destaca que o seu canal de denúncias é administrado por órgão externo à instituição, que garante a transparência, segurança e proteção para denunciantes (empregados, clientes, usuários, terceirizados, parceiros) que queiram apontar atos ilícitos cometidos por empregados CAIXA ou que tenham tido sua participação.

No âmbito da investigação interna que está em andamento, instaurada em maio de 2022, foram realizados contatos com o/a denunciante, que permanece anônimo/a. Foram ainda realizadas diligências internas que redundaram em material preliminar, que está em avaliação.

Portanto, a Corregedoria admitiu a denúncia e deu notícia ao/à denunciante, se colocando à inteira disposição para colher o seu depoimento, mantendo seu anonimato.

Eventuais novas informações serão imediatamente integradas ao procedimento de apuração.”

Caio César

Caio César
Estagiário de CartaCapital

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