CartaExpressa

Renan: ‘Grampolândia’ da Abin pode reabrir investigações da CPI da Covid engavetadas por Aras

Outros senadores da comissão constam da lista de pessoas espionadas, a exemplo de Alessandro Vieira, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues

Renan: ‘Grampolândia’ da Abin pode reabrir investigações da CPI da Covid engavetadas por Aras
Renan: ‘Grampolândia’ da Abin pode reabrir investigações da CPI da Covid engavetadas por Aras
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o esquema de monitoramento ilegal na Agência Brasileira de Inteligência sob o governo de Jair Bolsonaro (PL) pode ter atrapalhado o funcionamento da CPI da Covid. Relator da comissão, o alagoano avalia que a descoberta da espionagem pode viabilizar a retomada de investigações arquivadas pela Procuradoria-Geral da República durante a gestão de Augusto Aras.

Renan e outros senadores da CPI constam da lista de pessoas espionadas, segundo a Polícia Federal, a exemplo de Alessandro Vieira (MBD-SE), Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).

“Vou entrar na Justiça, até em cortes internacionais, como assistente da acusação no escândalo Abin”, escreveu Renan nas redes sociais. “A grampolândia na cúpula da CPI mostra que a investigação pode ter sido embaraçada na ação marginal de órgãos de Estado. Fatos novos para PGR reabrir partes engavetadas por Aras.”

O senador ainda defendeu “fechar essa Abin tabajara e refundar uma agência digna desse nome”.

Em junho, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, liberou para julgamento recursos contra o arquivamento de dois pedidos de investigação sobre Bolsonaro apresentados pela CPI. Os processos se referem a supostos crimes de infração de medida sanitária preventiva e de epidemia, durante a pandemia de Covid-19.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo