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CCJ adia análise de recurso contra Glauber Braga após pressão da base governista

A comissão se reuniu nesta quinta-feira 24 para analisar pedido do parlamentar do PSOL

CCJ adia análise de recurso contra Glauber Braga após pressão da base governista
CCJ adia análise de recurso contra Glauber Braga após pressão da base governista
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ). Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara decidiu adiar a análise do recurso do deputado Glauber Braga contra a decisão do Conselho de Ética da Casa que autorizou a cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar.

A CCJ da Câmara, que tratou do recurso nesta quinta-feira 24, aceitou um pedido de vista coletivo, que foi feito pela base do governo. Parte da oposição também foi favorável à demanda. Assim, a votação do recurso ficou para a próxima terça-feira 29.

Logo no início da sessão, o deputado Alex Manente (Cidadania-SP), que relata o processo contra Glauber, chegou a negar o recurso do parlamentar contra o andamento do processo.

Caso o parecer favorável à cassação de Braga seja aprovado na CCJ, o processo seguirá para o plenário. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já indicou que a votação deve ocorrer até 60 dias após a aprovação na comissão.

“Quanto à aplicação ou não da imunidade material, à suposta existência de perseguição política, bem como à eventual desproporcionalidade da penalidade imposta, configuraria verdadeira usurpação de competência do Conselho de Ética e atentaria contra a separação funcional dos órgãos internos da Câmara dos deputados. Por essas razões, tais alegações devem ser consideradas insuscetíveis de reexame por esta Comissão, no câmbio do presente recurso. Por todo o exposto, nego-lhe provimento”, diz um trecho do parecer.

“A CCJ não votará o mérito da cassação do deputado Glauber Braga. A CCJ votará o cabimento do rito e o procedimento processual do que fora realizado no Conselho de Ética desta Casa”, Manente.

O parlamentar do PSOL é alvo de uma denúncia feita pelo partido Novo, que diz que ele teria quebrado o decoro parlamentar ao agredir, no prédio da Câmara, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL).

Na sessão de hoje, Glauber argumentou que o processo contra ele é “de antemão viciado”. “Quem pega a representação ao Conselho [nota que] ali tem um apanhado de condutas que, no final das contas, tem como objetivo criminalizar a minha ação política”, afirmou.

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