CartaExpressa
Quem é Abraãozinho (PL), prefeito de Nilópolis (RJ) alvo de operação contra compra de voto
As investigações começaram em outubro do ano passado, quando 24 pessoas foram presas na cidade
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira 13, uma operação contra agentes supostamente envolvidos em um esquema de compra de votos na cidade de Nilópolis (RJ). O principal alvo é o prefeito da cidade, Abraão David Neto (PL), conhecido como Abraãozinho.
Segundo a PF, a suspeita é que ele tenha participado de um esquema que envolvia, além da compra de votos, fraude à cota de gênero, lavagem de dinheiro e apropriação de recursos que deveriam ser destinados ao financiamento eleitoral.
As investigações começaram em outubro do ano passado, quando 24 pessoas foram presas na cidade. Em período eleitoral, elas possuíam cerca de 65 mil reais que seriam destinados à compra de votos.
“Com o aprofundamento das diligências, foi possível identificar um complexo esquema de corrupção eleitoral, o qual envolvia o uso de candidaturas laranjas e uma rede de apoio que se estendia a servidores públicos e políticos locais”, explicou a PF.
A prefeitura de Nilópolis decidiu não comentar a operação, alegando que não tem envolvimento no caso.
Abraãozinho é filho de Miguel Abraão David e sobrinho de Aniz Abraão David, duas figuras historicamente ligadas ao jogo do bicho. Ele também faz parte da família que é ligada à escola de samba Beija-Flor de Nilópolis.
No ano passado, aos 44 anos, Abraãozinho foi reeleito com 51.589 votos, segundo a Justiça Eleitoral. No processo de formalização da candidatura, ele declarou um patrimônio de cerca de 4,5 milhões de reais.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


