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PT já articula a sucessão de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado

Embora o baiano ainda não tenha oficializado a saída, aliados de Lula discutem nomes para comandar a articulação e reduzir os danos da crise provocada pelo Caso Master

PT já articula a sucessão de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado
PT já articula a sucessão de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado
Senador Jaques Wagner (PT-BA). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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Eleições 2026

A expectativa de que Jaques Wagner (BA) deixe a liderança do governo no Senado nos próximos dias levou integrantes do Palácio do Planalto e do PT a discutir nomes para sua sucessão.

Embora o senador Camilo Santana (PT-CE) seja tratado como favorito para o posto, o peso da disputa eleitoral no Ceará abriu espaço para a senadora Teresa Leitão (PE) emergir como uma das principais alternativas consideradas pelo entorno do presidente Lula.

Interlocutores do governo afirmam que a definição tem sido guiada menos pelo equilíbrio interno do PT e mais pelas necessidades eleitorais de 2026.

No caso de Camilo, a avaliação é que sua atuação no Ceará será decisiva para a campanha do governador Elmano de Freitas (PT), que aparece em segundo lugar nas intenções de voto contra Ciro Gomes (PSDB). A possibilidade de deslocar o ex-ministro da Educação para uma função que exige dedicação integral à articulação política em Brasília é vista por auxiliares presidenciais como um movimento que poderia enfraquecer a estratégia petista no estado.

Por isso, apesar de Camilo continuar a ser o mais citado quando o assunto é a sucessão de Wagner, sua indicação deixou de ser considerada.

Nesse contexto, Teresa Leitão passou a ser vista com mais atenção pelo núcleo político do governo. Atual líder da bancada do PT no Senado, ela reúne atributos considerados relevantes pelo Planalto. Além da relação de confiança construída com Lula e dirigentes petistas, não disputará mandato em outubro, o que lhe daria maior disponibilidade para se dedicar à negociação de pautas do governo e à interlocução cotidiana com os líderes partidários.

Outro fator que pesa a seu favor é a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Integrantes do governo atribuem à senadora parte dos esforços recentes para reduzir o desgaste entre Alcolumbre e o Planalto, especialmente após a crise provocada pela rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

A capacidade de interlocução com o comando da Casa é vista como um dos critérios centrais para a escolha do novo líder.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) também chegou a ser mencionado nas conversas. Bem avaliado por integrantes do governo e com alguma experiência na função (comandou a liderança interinamente durante licença de Wagner no ano passado), o congressista, segundo relatos de aliados, tem sinalizado que prefere concentrar esforços em sua campanha à reeleição em Sergipe.

A possível substituição ocorre em meio ao desgaste enfrentado por Jaques Wagner após a operação da Polícia Federal que o incluiu entre os investigados no caso Banco Master. A PF apura suspeitas de que o senador teria trabalhado em favor de interesses do banqueiro Daniel Vorcaro e do empresário Augusto Lima, em troca de vantagens indevidas — acusações que ele nega.

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