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PSOL quer que o MPF investigue negociações do gabinete do ódio por programa espião

Grupo ligado a Carlos Bolsonaro teria usado viagem oficial do presidente a Dubai para negociar ferramenta que invade computadores e celulares

O deputado federal Ivan Valente também encaminhou ofícios ao governo cobrando explicações sobre a compra do programa espião (PSOL-SP). Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O deputado federal Ivan Valente também encaminhou ofícios ao governo cobrando explicações sobre a compra do programa espião (PSOL-SP). Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados pediu nesta terça-feira 18 ao Ministério Público Federal a abertura de uma investigação para apurar as negociações do gabinete do ódio para a compra de um programa espião. As informações são do site UOL.

O requerimento pede que o órgão apure os detalhes da negociação revelada nesta terça-feira 18. Informações dão conta de que integrantes do grupo ligado ao vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro, teriam usado a viagem oficial a Dubai para tentar adquirir a ferramenta israelense DarkMatter. O programa permite acessar celulares e computadores sem que o usuário perceba.

A suspeita da bancada do PSOL é de que o gabinete do ódio pretende usar a ferramenta espião para ameaçar a democracia durante as eleições. Essa é a terceira tentativa de compra de um programa espião pelo grupo revelada desde que Jair Bolsonaro (PL) chegou ao poder.

O pedido de investigação ocorre “em razão de indícios consistentes de atos ilegais e inconstitucionais praticados em viagem da delegação brasileira à feira aeroespacial Dubai AirShow”, escrevem os parlamentares.

O requerimento pede que o MPF solicite todos os detalhes da agenda dos integrantes da comitiva brasileira, bem como a indicação de quem intermediou o encontro entre o perito de inteligência do governo com a empresa DarkMatter. O PSOL ainda questiona o papel do Itamaraty na negociação.

O grupo ainda solicita ao MPF que foque as apurações em Carlos Bolsonaro e no grupo supostamente liderado por ele para atacar opositores desde o período eleitoral em 2018.

“A lógica do combate ao inimigo interno, típica de regimes autoritários, está presente de forma constante no atual governo”, destacam.

Até o momento, Carlos Bolsonaro e governo federal não se pronunciaram oficialmente sobre o caso revelado nesta terça-feira.

Além do ofício da bancada do PSOL na Câmara, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), também encaminhou ofícios ao governo federal cobrando explicações sobre a negociação do programa de espionagem. Os ofícios, no entanto, só deverão tramitar ao fim do recesso parlamentar.

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