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Procurador bolsonarista questiona Sociedade Brasileira de Infectologia

Ailton Benedito quer acesso a documentos que baseiam posição da SBI contra o uso da precoce da cloroquina e outros medicamentos na Covid-19

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O Ministério Público Federal em Goiás requisitou, nesta quarta-feira 9, à Sociedade Brasileira de Infectologia a respeito de recomendações da entidade em relação ao tratamento da Covid-19. O objetivo, segundo o MPF, é “conhecer os estudos clínicos que embasaram as ‘recomendações’ divulgadas pela entidade”. Quem assina o pedido é o procurador Ailton Benedito, abertamente simpatizante do governo Bolsonaro.

 

No texto, a SBI afirma que não recomenda tratamento precoce nenhum medicamento. Segundo a entidade, por que os estudos científicos padrão ouro “até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais”. São citados no texto remédios como a cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e o tratamento com ozônio por via retal.

As diretrizes da SBI contrariam o Ministério da Saúde, que desde agosto estabeleceu diretrizes para o tratamento precoce da Covid-19, inclusive com drogas cuja eficácia ainda não foi comprovada pela ciência.

Benedito pediu cópias de documentos estudos clínicos que sustentem a posição da SBI. Também quer saber se os estudos que embasam as orientações divulgadas pelo Ministério da Saúde, têm ou não valor científico para a SBI. Requisitou ainda uma declaração de “ausência de conflito de interesse do seu presidente e diretores em consequência de relacionamento com empresas que estão desenvolvendo, produzindo ou comercializando medicamentos, vacinas, insumos, equipamentos etc. destinados ao enfrentamento da pandemia da covid-19”.

A SBI tem o prazo de cinco dias para responder os questionamentos.

Pílula de Hidroxicloroquina – Foto: GEORGE FREY/AFP

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