CartaExpressa
Precisa Medicamentos não pode mais vender Covaxin no Brasil
Anúncio da extinção do contrato foi anunciado pelo laboratório indiano Bharat Biotech
A Precisa Medicamentos, alvo de suspeitas de corrupção nas negociações da Covaxin com o governo do presidente Jair Bolsonaro, não pode mais vender o imunizante indiano no Brasil. O anúncio foi feito pela Bharat Biotech, fabricante da vacina nesta sexta-feira 23. A informação é do UOL.
A empresa brasileira é investigada por suspeita de sobrepreço de 1.000% no produto; quebra de cláusulas e prazos de contrato; adulteração de documentos oficiais; e outras diversas irregularidades na venda de 20 milhões de doses ao Brasil. O negócio custaria ao País 1,6 bilhões de reais. Após as denúncias, o contrato foi suspenso.
A Precisa também recebeu 9,5 milhões de reais adiantados de clínicas privadas por doses dos imunizantes que nunca foram entregues e sequer tinham autorização para serem vendidos.
Francisco Maximiano, dono da empresa, também é alvo de diversas investigações. O sócio teria movimentado valores incompatíveis com a renda declarada logo após o fechamento do contrato com o governo brasileiro. As relações de Maximiano com nomes ligados ao governo também são investigadas.
Após as revelações das suspeitas contra Maximiano e Precisa, o laboratório indiano Bharat Biotech decidiu encerrar a parceria.
Em nota, a Bharat afirmou que, mesmo com o fim do contrato, continuará a trabalhar na liberação para uso da Covaxin junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


