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Por que ordem para prisão domiciliar de Bolsonaro não depende de outros ministros do STF

A decisão de Alexandre de Moraes encontra respaldo no Regimento Interno da Corte

Por que ordem para prisão domiciliar de Bolsonaro não depende de outros ministros do STF
Por que ordem para prisão domiciliar de Bolsonaro não depende de outros ministros do STF
O ministro Alexandre de Moraes discursa na retomada dos trabalhos do STF no 2º semestre de 2025. Foto: Antonio Augusto/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com base no artigo 21 do Regimento Interno da Corte. A decisão foi assinada nesta segunda-feira 4.

Segundo o dispositivo, o relator pode determinar, em caso de urgência, medidas cautelares de natureza cível ou penal — como prisão ou tornozeleira eletrônica — caso as considere necessárias à proteção de um direito suscetível de grave dano ou de incerta reparação. Também pode fazê-lo para garantir a eficácia de uma posterior decisão na causa.

Na sequência, o plenário ou uma das turmas pode referendar ou derrubar as medidas, preferencialmente em um julgamento no sistema virtual do STF.

Além da prisão domiciliar, Moraes ordenou a realização de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília, e estabeleceu novas medidas contra Bolsonaro, que agora está proibido de receber visitas —  exceto dos advogados e de pessoas previamente autorizadas pelo STF — e de utilizar celular, inclusive de terceiros.

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