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Policiais marcam novo protesto contra governo e reforma Administrativa
A categoria demonstra insatisfação com o governo do presidente Jair Bolsonaro desde 2019, quando foi aprovada a reforma da Previdência
A União dos Policiais do Brasil, que reúne mais de 20 entidades que representam carreiras de segurança pública do País, marcou para a próxima segunda 22 novas manifestações contra a Reforma Administrativa, que altera regras da estabilidade dos funcionários públicos e cria 5 tipos de vínculos com o Estado. Os atos ocorrem em frente às unidades de trabalho.
Em nota, a UPB diz que “os profissionais não suportam mais os seguidos retrocessos e por isso promoverão o ato público para chamar atenção de todos em relação ao desmonte que se aproxima”.
“A proposta prevê, entre outros pontos, diversos prejuízos e riscos para as carreiras da segurança pública, como o fim da estabilidade, a adoção do vínculo de experiência e a possibilidade de criação e extinção de cargos de chefia por decreto”, acrescenta a entidade.
A categoria demonstra insatisfação com o governo do presidente Jair Bolsonaro desde 2019, quando foi aprovada a reforma da Previdência. Eles alegam que são tratados de forma diferente em relação às Forças Armadas.
O estopim para os protestos veio com a PEC Emergencial, que estabeleceu que os policiais ficarão sujeitos ao congelamento salarial caso as despesas da União, de estados e municípios cheguem a 95% da receita corrente.
Na última quinta-feira 18, CartaCapital noticiou que delegados da Polícia Federal ameaçam renunciar aos cargos em protesto contra o governo.
Na quarta-feira 17, a categoria realizou um ato em Brasília. Para o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, ” pior efeito que você pode gerar em uma categoria como a policial é desmotivá-la. Ele [Bolsonaro] comete um erro gravíssimo”.
Segundo ele, o presidente já perdeu metade do apoio que contava junto à categoria.
“Cerca de 80% dos profissionais apoiaram o presidente, mas agora o discurso é de desânimo. Hoje, o apoio gira em torno de 40%. Se a PEC 32 [reforma Administrativa] não trouxer garantias de direitos para os profissionais de segurança pública, o apoio deve chegar aos 20%”, afirmou em entrevista a CartaCapital.
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