CartaExpressa

Polícia do Rio demorou três dias para encaminhar investigações sobre o assassinato do jovem congolês

Até o momento, três homens identificados no vídeo das agressões foram presos, conforme determinou a Justiça

Polícia do Rio demorou três dias para encaminhar investigações sobre o assassinato do jovem congolês
Polícia do Rio demorou três dias para encaminhar investigações sobre o assassinato do jovem congolês
Créditos: Reprodução
Apoie Siga-nos no

A Polícia Civil do Rio demorou ao menos três dias para intensificar as investigações pela morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe. O inquérito apresentado à Justiça mostra que o dono do quiosque Tropicália, onde o jovem foi morto, foi notificado no dia 28 de janeiro para comparecer à Delegacia de Homicídios, cerca de 72 horas após o registro da morte do rapaz.

A notificação determinava que o comerciante se apresentasse na quarta-feira 2, mas ele se apresentou no dia 1º, um dia antes, após a repercussão do caso. Os autos também não deixam claro quando as imagens das câmeras de segurança foram apreendidas.

Até o momento, três homens identificados no vídeo das agressões foram presos, conforme determinou a Justiça, por por suspeita de homicídio duplamente qualificado (impossibilidade de defesa e meio cruel). Eles trabalhavam de maneira informal nos quiosques da orla da Barra da Tijuca.

São eles, Fabio Silva, que atuava como vendedor de caipirinhas na praia, Alisson Cristiano Alves de Oliveira, que já admitiu ter participado dos atos de violência contra o jovem, e Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Totta, que teria imobilizado Moïse no chão.

O dono do quiosque Tropicália foi ouvido pela polícia e negou que tenha participado do assassinato, segundo sua defesa, ele nem estaria no local do crime.

 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo