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Polícia do Rio demorou três dias para encaminhar investigações sobre o assassinato do jovem congolês
Até o momento, três homens identificados no vídeo das agressões foram presos, conforme determinou a Justiça
A Polícia Civil do Rio demorou ao menos três dias para intensificar as investigações pela morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe. O inquérito apresentado à Justiça mostra que o dono do quiosque Tropicália, onde o jovem foi morto, foi notificado no dia 28 de janeiro para comparecer à Delegacia de Homicídios, cerca de 72 horas após o registro da morte do rapaz.
A notificação determinava que o comerciante se apresentasse na quarta-feira 2, mas ele se apresentou no dia 1º, um dia antes, após a repercussão do caso. Os autos também não deixam claro quando as imagens das câmeras de segurança foram apreendidas.
Até o momento, três homens identificados no vídeo das agressões foram presos, conforme determinou a Justiça, por por suspeita de homicídio duplamente qualificado (impossibilidade de defesa e meio cruel). Eles trabalhavam de maneira informal nos quiosques da orla da Barra da Tijuca.
São eles, Fabio Silva, que atuava como vendedor de caipirinhas na praia, Alisson Cristiano Alves de Oliveira, que já admitiu ter participado dos atos de violência contra o jovem, e Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Totta, que teria imobilizado Moïse no chão.
O dono do quiosque Tropicália foi ouvido pela polícia e negou que tenha participado do assassinato, segundo sua defesa, ele nem estaria no local do crime.
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