CartaExpressa
Pode ser que ocorra um racionamento de energia, admite Mourão
‘Vamos torcer’, afirmou o vice-presidente; postura contraria a estratégia do governo de Jair Bolsonaro
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira 1 que o Brasil corre o risco de passar por um racionamento de energia elétrica. A declaração contraria a estratégia adotada até aqui pelo governo de Jair Bolsonaro, que nega publicamente a possibilidade.
“O governo tomou as medidas necessárias, criou uma comissão para acompanhar e tomar as decisões a tempo e a hora no sentido de impedir que ocorra isso, que haja apagão. Agora, pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento. O próprio ministro [Bento Albuquerque, de Minas e Energia] falou isso, né? Vamos torcer”, disse Mourão a jornalistas na chegada ao Palácio do Planalto.
Na terça-feira 31, Bento Albuquerque fez um pronunciamento em cadeia nacional de TV e rádio para reforçar a gravidade da crise hídrica que o Brasil enfrenta.
Segundo ele, “para aumentarmos a segurança energética e afastarmos o risco de falta de energia no horário de maior consumo, é fundamental que a administração pública, em todas as suas esferas, e cada cidadão consumidor nas residências e nos setores do comércio, de serviços e da indústria participemos de um esforço inadiável de redução do consumo”.
No discurso, o ministro pediu que se elimine “todo o desperdício no consumo de energia, desligando luzes e aparelhos que não estão em uso, aproveitando mais a luz natural, reduzindo a utilização de equipamentos que consomem muita energia, como chuveiros elétricos, condicionadores de ar e ferros de passar”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



