CartaExpressa
PGR só deve se manifestar sobre indiciamento de Bolsonaro em 2025: ‘Enorme complexidade’
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que a manifestação sobre o caso seja ‘ponderada, segura e justa’
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicou que a manifestação da PGR sobre o relatório final da Polícia Federal que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 36 pessoas por tentativa de golpe de Estado só deve acontecer em 2025.
“Este é um caso de enorme complexidade, inclusive pelo número de pessoas envolvidas. Qualquer que seja a próxima manifestação, ela tem que ser muito responsável e feita de forma ponderada, segura e justa”, declarou, nesta sexta-feira 29, em entrevista à CNN.
O PGR ainda completou que, qualquer que seja a providência, denúncia, arquivamento ou pedido de mais informações, requer um estudo aprofundado por uma força tarefa da procuradoria. Por isso, destacou, ele considera improvável que a PGR chegue a uma posição final sobre o caso em apenas duas semanas.
“Não pode haver nenhum açodamento nesse processo”, avaliou Gonet.
O papel da PGR é essencial nesse processo: cabe ao órgão decidir entre oferecer denúncia, arquivar os casos ou pedir novas diligências.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula recebe Tarcísio e Nunes para assinar contratos de projetos de mobilidade em SP
Por CartaCapital
Ex-ministro da Defesa chamou Bolsonaro de ‘ingrato’ após fuga para os EUA
Por CartaCapital
Refúgio em embaixada: entenda o que diz a lei sobre a sugestão de Bolsonaro para driblar eventual ordem de prisão
Por Marina Verenicz



