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PF adia três depoimentos do caso Master
A expectativa dos agentes era ouvir quatro investigados nesta terça-feira, mas apenas um interrogatório saiu do papel
A Polícia Federal adiou três depoimentos de investigados no inquérito sobre a compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília. As oitivas aconteceriam nesta terça-feira 27 nas dependências do Supremo Tribunal Federal, por determinação do relator caso, o ministro Dias Toffoli.
Estavam previstas para esta terça as oitivas de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, e Augusto Ferreira Lima, sócio e ex-sócio da instituição, respectivamente.
No entanto, apenas Luiz Bull foi ouvido. Segundo o advogado Augusto Botelho, responsável pela defesa do investigado, ele respondeu a todas as perguntas da autoridade policial, do Ministério Público e do juiz instrutor do Supremo Tribunal Federal. O advogado reforçou que Bull tem “interesse sempre de colaborar com as investigações e assim que ele vai se portar durante todo esse caso”. A declaração foi dada a jornalistas pouco após o fim do interrogatório.
Os depoimentos de Robério, Angelo e Augusto foram adiados após a delegada Janaina Palazzo, responsável pelas oitivas, ser informada de que os investigados permaneceriam em silêncio. A alegação do trio é de que os advogados não tiveram acesso aos autos.
Outros adiamentos
Os interrogatórios do caso Master foram iniciados nesta segunda-feira 26. A expectativa era ouvir quatro investigados, mas apenas Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor do BRB, foi interrogado pela delegada.
A frustração se deu diante do silêncio do executivo do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, que compareceu ao interrogatório, mas optou por não responder perguntas. Tirreno Henrique Souza Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, do BRB, pediram nova data para falar.
Compliance Zero
As investigações acontecem no âmbito da Operação Compliance Zero, que tramita no STF. O inquérito investiga ainda a suposta venda de carteiras de crédito fraudadas pelo Master ao Banco de Brasília.
Além do STF, o Master foi alvo do Banco Central, que decretou a liquidação da instituição financeira, em novembro de 2025.
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