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Papa Francisco pede a fiéis que não condenem seus filhos pela orientação sexual

Esta é a segunda vez que o pontífice defende o diálogo entre pais e filhos LGBTs

PAPA FRANCISCO. FOTO: ALBERTO PIZZOLI/AFP
PAPA FRANCISCO. FOTO: ALBERTO PIZZOLI/AFP
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Nesta quarta-feira 26, o Papa Francisco fez o apelo para que pais não condenem suas crianças pela orientação sexual. Durante a audiência semanal do Vaticano, enquanto discursava sobre as dificuldades da paternidade o pontífice voltou a declarar apoio e mostrar preocupação com a comunidade LGBTQIA+.

“Pais que veem diferentes orientações sexuais em seus filhos, lidem com isso e acompanhem seus filhos. Não se escondam atrás de uma atitude condenatória. (…) nunca devem condenar seu filho”, disse o Papa.

Esta é a segunda vez que o pontífice defende o diálogo entre pais e filhos LGBTs. Em 2018, ele já havia dito que pais de crianças LGBTs deveriam dialogar e dar “espaço para que a criança possa se expressar” e que, em vez de expulsá-las, os pais devem rezar e tentar entendê-las.

No ano passado, Francisco XVII admitiu que LGBTS têm o direito de serem reconhecidos e devem ser acolhidos por suas famílias. O Papa também reforçou que, ainda que a igreja não reconheça o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, a união civil é um direito garantido por lei.

A defesa dos direitos LGBT e o diálogo aberto do Papa, que lidera a igreja desde 2013, desafiam diretrizes do Vaticano, que em 2021 anunciou que padres e outros ministros não podem abençoar casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois tais bênçãos não seriam lícitas, uma vez que “Deus não pode abençoar o pecado”.

Caio César

Caio César
Estagiário de CartaCapital

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