CartaExpressa
‘O senhor é um padre de festa junina’, diz Soraya a Kelmon
A candidata do UB afirmou que, a exemplo de Bolsonaro, o petebista ‘nem estuda, nem trabalha’
Em mais um momento tenso do debate desta quinta-feira 29, a senadora Soraya Thronicke, candidata à Presidência pelo União Brasil, entrou em confronto direto com Padre Kelmon (PTB). No primeiro bloco, ao comentar a pandemia da Covid-19, ela perguntou se o aliado de Jair Bolsonaro (PL) não teria “medo de ir para o inferno”.
“Vocês falam tanto de Covid, Covid, Covid. Só se morre de Covid neste País? Só se morre de Covid no mundo? São falácias, falácias e falácias. Medo de ir para o inferno eu não tenho, porque todos os dias eu morro um pouquinho de mim mesmo para viver o Evangelho, coisa que a senhora não sabe o que é. Se a senhora soubesse o que é, a senhora não estava desrespeitando um padre”, alegou Kelmon.
No segundo bloco, Soraya retomou o embate.
“Não mandei o senhor para o inferno, perguntei se o senhor não teria medo de ir ao inferno”, respondeu a candidata do União Brasil. “Sobre imposto único, vi que o senhor não estudou. Parece mais o seu candidato, que é ‘nem, nem’ – nem estuda, nem trabalha. O senhor é um padre de festa junina. Não sabem nem o que é direita, nem o que é esquerda.”
Pouco antes, Kelmon havia sugerido que ele e Jair Bolsonaro (PL) seriam os únicos candidatos de direita. Ou seja, Simone Tebet (MDB), Soraya e Luiz Felipe D’Ávila (Novo) seriam de esquerda.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


