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O aceno de Lula ao Banco Central ao criticar avalanche de bets
Segundo o presidente, os cassinos entraram nas casas dos brasileiros e atingiram até crianças
O presidente Lula (PT) fez um aceno ao Banco Central nesta sexta-feira 16 ao defender a fiscalização das casas de apostas online, as chamadas bets. As declarações ocorreram na cerimônia de 90 anos do salário mínimo, no Rio de Janeiro, à qual também compareceu o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.
“O cassino entrou nas casas da gente para a criança de dez anos pegar o telefone do pai e jogar, com essa quantidade de bets que foram criadas aí, que estão tomando conta do futebol, da publicidade e da corrupção”, criticou Lula. “Vocês estão vendo o trabalho do Banco Central tentando fazer com que essa gente pague, pelo menos, imposto no nosso País.”
A regulamentação das apostas online, porém, partiu do governo Lula. Em depoimento à CPI das Bets em abril de 2025, Galípolo esclareceu que a fiscalização e as punições relacionadas à regulamentação do setor cabem ao Ministério da Fazenda. Segundo ele, seria necessário mudar a legislação para permitir ao BC aplicar multas ou impedir as atividades que infringissem as regras.
“A Secretaria de Prêmios de Apostas é que define a bet que está autorizada ou não”, ressaltou, na ocasião. “O Banco Central, uma vez informado pela SPA, vai dizer para a instituição financeira: ‘você tem empresas para observar nos seus procedimentos e, a partir de agora, não autorizar mais’. Não é o Banco Central que interrompe uma transação. A partir daí, é a própria instituição financeira que interrompe.”
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