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NY Times: Biden autorizou Ucrânia a utilizar mísseis de longo alcance contra a Rússia

Segundo publicação, sinal verde foi dado Ucrânia afirmar que soldados da Coreia do Norte estariam lutando ao lado da Rússia

NY Times: Biden autorizou Ucrânia a utilizar mísseis de longo alcance contra a Rússia
NY Times: Biden autorizou Ucrânia a utilizar mísseis de longo alcance contra a Rússia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos EUA, Joe Biden, se encontram antes de uma reunião em Kiev, Ucrânia, 20 de fevereiro de 2023. Foto: Evan Vucci / POOL / AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden – que está em visita ao Brasil para o encontro do G20, no Rio – autorizou a Ucrânia a usar mísseis norte-americanos de longo alcance contra a Rússia.

A informação foi divulgada neste domingo 17 pelo jornal The New York Times. Washington vinha resistindo há meses aos pedidos do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para usar os mísseis, mas, segundo a publicação, a mudança de postura aconteceu depois que Kiev denunciou que tropas norte-coreanas estariam posicionadas para lutar ao lado dos russos na guerra no leste europeu.

O jornal aponta que a decisão dividiu os conselheiros mais próximos a Biden. Vale destacar que, se a autorização for confirmada, ela poderia se materializar poucos meses antes de Donald Trump – que já prometeu diminuir o apoio dos EUA à Ucrânia – voltar à Casa Branca.

O primeiro uso dos mísseis de longo alcance seria em Kursk, a região no oeste da Rússia em que a Ucrânia vem fazendo uma incursão nos últimos meses.

No momento, os ucranianos podem utilizar o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (conhecido como HIMARS, na sigla em inglês), cujos mísseis podem alcançar cerca de 80 quilômetros. 

Do ponto de vista ocidental, um eventual uso ucraniano de mísseis de longo alcance levanta o temor de uma retaliação russa. O próprio Vladimir Putin já disse que um hipotético uso desse tipo de míssil “mudaria substancialmente a essência e a natureza do conflito“, pois significaria que “os países da OTAN, os EUA e os Estados europeus estão lutando contra a Rússia”.

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