CartaExpressa

“Nunca foi minha intenção disputar esta eleição”, diz Maia após decisão do STF

O presidente da Câmara diz que vai escolher um nome para concorrer contra o candidato de Jair Bolsonaro

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. Foto: Nakara Araújo/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), afirmou nesta segunda-feira 7 que nunca teve a intenção de disputar a reeleição em 2021, que foi proibido pelo STF na noite deste domingo 6.

“Continuamos no mesmo rumo de ampliar uma movimento de Câmara livre, livre de interferência de outros poderes como aconteceu no passado. Precisamos fazer um candidato que garanta esse movimento firme, de garantir a liberdade  em relação a outros poderes”, afirmou o deputado em entrevista à Globo News.

A eleição da cúpula do Congresso está marcada para 1º de fevereiro de 2021. O resultado do julgamento no STF muda radicalmente o tabuleiro político na sucessão na Câmara e no Senado.

A derrota de Maia foi vista como uma vitória ao presidente Jair Bolsonaro, que vai apoiar o deputado Arthur Lira (PP-AL) como candidato do governo à presidência da Câmara. ” O governo poderá voltar para a votação do que é importante, focou nas eleições e esqueceu projetos importantes”, criticou Maia.

Maia deixou aberto sobre o nome que ele vai indicar para a reeleição, mas fez um aceno ao centrão e até mesmo à esquerda, como o PDT. “Vamos ter um grupo unido e de forma mais rápida chegaremos a um nome”, afirmou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.