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Novo advogado de Bolsonaro diz ter mudado de opinião sobre a trama golpista
Celso Vilardi, que apontava ‘indícios claros’ de uma tentativa de golpe, agora defende a revisão completa das investigações
O novo advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Celso Vilardi, protagonizou uma guinada retórica digna de nota. Antes, via a trama golpista que culminou no 8 de Janeiro como incontestável e elogiava o trabalho da Polícia Federal. Agora, sugere que todo o processo investigativo deveria ser refeito.
Em entrevista à CNN Brasil, exibida nesta terça-feira 21, Vilardi defendeu o que chamou de ‘julgamento justo’ para que o País possa ‘virar a página’. “Isso significa o Supremo rever todos os atos da investigação, desde o início até o final”, afirmou.
Em novembro, porém, ele tinha avaliação bem diferente. À mesma CNN Brasil, Vilardi foi categórico ao afirmar que havia ‘indícios absolutamente claros‘ de um plano de golpe tramado pelo círculo íntimo do ex-capitão. “Não há como negar, nessa altura do campeonato, que existem indícios absolutamente claros a respeito de uma tentativa de golpe de Estado. Nós temos depoimentos consistentes.”
Naquela entrevista, ele também elogiara o trabalho da Polícia Federal. “O trabalho da PF é um trabalho bem feito. Tem um general confirmando, de certa forma, a existência do golpe. Temos mensagens, tem execução, tem monitoramento de um ministro do STF. Tem um plano que estava no Palácio do Planalto”, completou. O trecho foi reexibido pela CNN Brasil no programa desta terça.
Agora, porém, o advogado vê problemas até nas perguntas da PF, que descreveu como ‘absolutamente inaceitáveis’. “As perguntas são feitas da seguinte forma: ‘o senhor confirma isso, sim ou não?’. Respostas binárias”, disse.
Ainda na entrevista, Vilardi sustentou que Bolsonaro não teve participação nos ataques” à Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. “O Supremo foi atacado no 8 de Janeiro, a instituição. Mas não pelo meu cliente [Bolsonaro]”, afirmou. “O que efetivamente deixou o Supremo em estado de choque foram os acontecimentos do 8 de Janeiro.”
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