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No Paraná, delegado bolsonarista será chefe da Secretaria da Mulher e da Igualdade Racial

A composição da secretaria tem quatro nomes de chefes de coordenação — apenas um é de uma mulher e nenhum é negro

Foto: Memória EBC/Divulgação
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Condenado e cassado pelo TSE por propagar fake news sobre as urnas eletrônicas em 2018, o ex-deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil) foi nomeado pelo governador Ratinho Junior (PSD) como um dos chefes de coordenação da Secretaria da Mulher e da Igualdade Racial do Paraná

A pasta terá na direção um homem branco e nos quatro postos de chefia de coordenação, somente uma mulher. A Secretaria, que também advoga sobre questões raciais, não tem um profissional preto ou pardo cotado no quadro do alto escalão. 

A nomeação de Fernando Francischini foi oficializada em Diário Oficial na última quinta-feira 12. 

O governador também nomeou Jackson Pitombo para gerir a Secretaria da Mulher de forma interina. Após a repercussão negativa pela escolha do nome, o governo garantiu que irá nomear uma mulher para assumir a pasta.

O parlamentar pesselista, também conhecido como Delegado Francischini, foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2021, após realizar uma live durante o primeiro turno das eleições de 2018 afirmando que as urnas eletrônicas teriam sido adulteradas para impedir a vitória de Jair Bolsonaro. 

Com a decisão, ele está inelegível até 2026.

Ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, Francischini atuou em seu mandato com alinhamento à chamada “bancada da bala”. 

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