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No mês do Orgulho, tribunal do Japão decide manter proibição do casamento homoafetivo no país

Decisão marca retrocesso para ativistas de direitos LGBT+ no único país do G7 que não permite uniões entre pessoas do mesmo sexo

No mês do Orgulho, tribunal do Japão decide manter proibição do casamento homoafetivo no país
No mês do Orgulho, tribunal do Japão decide manter proibição do casamento homoafetivo no país
Foto: SatyaPrem/Creative Commons/Pixabay Foto: SatyaPrem / Creative Commons / Pixabay
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O tribunal de Osaka decidiu na segunda-feira 20, que a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo é constitucional no Japão, único país do G7 que não reconhece uniões LGBT+. Na decisão, o órgão entende que a constituição japonesa define o casamento como sendo ‘apenas entre pessoas de ambos os sexos’.

A decisão ocorre após três casais do mesmo sexo, dois masculinos e um feminino, entrarem com uma ação conjunta em um tribunal distrital com base em um entendimento de 2021, dado pelo Tribunal na cidade de Sapporo, também no Japão, que afirmava a inconstitucionalidade em não permitir o casamento homoafetivo. Além da tentativa de união, cada casal pedia a indenização de 1 milhão de ienes (equivalente a R$ 38 mil) por danos morais.

Embora o Japão seja o único País do G7 que se mantenha conservador em relação aos direitos LGBT+, até então apenas o estado de Taiwan, na China, legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Ásia. A negação do casamento legal entre pessoas do mesmo sexo impede que parceiros herdem bens um do outro ou tenham direitos parentais sobre filhos.

Na semana passada, o governo da província de Tóquio aprovou um projeto de lei que reconhece acordos de ‘parceria’ entre pessoas do mesmo sexo. Na prática, governos locais podem oferecer o reconhecimento da relação.

 

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