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‘Ninguém viu?’: o questionamento indireto de Dino sobre o Caso Master

Sem citar o banco de Daniel Vorcaro, o ministro do STF afirmou que ‘o elefante é grande’

‘Ninguém viu?’: o questionamento indireto de Dino sobre o Caso Master
‘Ninguém viu?’: o questionamento indireto de Dino sobre o Caso Master
O ministro Flávio Dino, em sessão da Primeira Turma do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino chamou indiretamente o Banco Master de “elefante pintado de azul” e questionou como ninguém percebe “tanto absurdo”. A declaração ocorreu nesta segunda-feira 4, em uma audiência pública convocada para discutir a arrecadação de taxa, a capacidade fiscalizatória e a eficiência da Comissão de Valores Mobiliários.

Sem citar o Master de Daniel Vorcaro, Dino sugeriu imaginar que um banco lastreado em precatórios e créditos começasse a emitir CDBs com rendimentos de até 140% do CDI. “Eu me impressiono, e não é de hoje. Ando em Brasília exercendo cargo desde 1999 e nunca vi tanto elefante pintado de azul desfilando nessa Esplanada. Tanta coisa absurda. E a minha indagação como servidor do Estado brasileiro é: como ninguém viu? O elefante é grande, está pintado de azul desfilando na frente de todo mundo.”

Na mesma audiência, o ministro Gilmar Mendes afirmou haver um “quadro de descrédito generalizado” em relação às instituições brasileiras. Segundo ele, portanto, buscar resolver essa crise de confiança mirando apenas a Corte “é no mínimo ingenuidade, mas mais provavelmente miopia deliberada e intenções obscuras”.

O decano defendeu o que chamou de Novo Pacto Republicano: avançar, entre outros aspectos, na “racionalização das emendas parlamentares”, no aperfeiçoamento do sistema eleitoral — “especialmente o modelo proporcional” —, na disciplina dos poderes das CPIs, na transparência e na fiscalização do exercício dos poderes, e na revisão de distorções na remuneração em carreiras do serviço público.

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