CartaExpressa
Neymar faz seu 1º gol na Copa, mas não cumpre promessa a Bolsonaro
O gesto sugerido pelo atacante é proibido pelas as normas da FIFA para o Mundial
O atacante da seleção brasileira Neymar não cumpriu a promessa de homenagear o presidente Jair Bolsonaro (PL) ao marcar seu primeiro gol na Copa do Mundo.
O jogador balançou as redes nesta segunda-feira 5, contra a Coreia do Sul, em uma cobrança de pênalti. Na comemoração, não fez menção ao número 22, que representava o ex-capitão nas urnas.
A seleção brasileira terminou o primeiro tempo com uma vantagem de 4 a 0 sobre os sul-coreanos. Vinicius Jr. abriu o placar antes dos 10 minutos. Por volta dos 13, Neymar fez o seu primeiro gol, de pênalti. Aos 29 minutos, o camisa 9 Richarlison anotou o terceiro gol. Por fim, aos 37, Paquetá venceu o goleiro da Coreia do Sul pela quarta vez.
O gesto prometido a Bolsonaro por Neymar, no entanto, é proibido de acordo com as normas da FIFA para o Mundial. A entidade veta a maioria das manifestações políticas.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Bolsonaro fica mais uma vez em silêncio durante cerimônia das Forças Armadas
Por Marina Verenicz
‘Eu nunca fui bolsonarista raiz’, diz Tarcísio de Freitas ao rechaçar ‘guerra ideológica’
Por CartaCapital
Com Bolsonaro, o Brasil bate recordes de milionários e famintos
Por CartaCapital


