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‘Não temos dúvida de que o sistema é seguro’, diz vice-líder do PSDB ao pedir a rejeição do voto impresso

Carlos Sampaio (SP), que pediu auditoria das urnas em 2014, afirmou que resoluções do TSE elevaram a segurança nos últimos anos

Foto: Reprodução/TV Câmara
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O deputado federal Carlos Sampaio, um dos vice-líderes do PSDB na Câmara, defendeu nesta terça-feira 10 a rejeição da PEC do Voto Impresso. Em seu discurso no plenário, lembrou que seu partido solicitou ao TSE, em 2014, uma auditoria nas urnas após a vitória de Dilma Rousseff, do PT, sobre o tucano Aécio Neves.

“Esse pedido foi autorizado. Foi um ano, com técnicos do exterior, do Brasil e do TSE. Ao final de 2015, lemos, em entrevista coletiva, o resultado da auditoria: havia alguma fraude? Não. E o sistema era auditável? Em 2015, dissemos que não. Em 2015 mesmo, no final daquele ano, uma primeira resolução do TSE veio dar mais transparência, mas não me convenceu. Mas, em dezembro de 2019, veio uma nova resolução. Nunca vi uma resolução tão cuidadosa nos aspectos da auditoria”, afirmou Sampaio.

A resolução de 2019 reforçou a participação, além de MPF, partidos e OAB, de “todos os departamentos de ciência e tecnologia das universidades brasileiras”. Também “chamou também a posicionar-se a Associação Nacional de Computação e, por fim, convidou oficialmente a participar as Forças Armadas”.

“Naquele mesmo momento, [o TSE] autorizou que ataques simulados fossem feitos quantas vezes fossem solicitados”, acrescentou o deputado tucano. Ele finalizou sua intervenção com a afirmação de que “tudo o que o nosso partido colocou na auditoria finalizada em 2015 constou dessa resolução” e, por isso, “não temos mais dúvida de que o sistema é seguro”.

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