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‘Não podemos admitir a politização das polícias’, diz Paulo Câmara

Segundo o governador de PE, a politização das Forças Armadas ou das PMs ‘é um fato grave com consequências ruins’

REPRODUÇÃO/TV GLOBO
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), alertou para o risco de politização e radicalização das polícias militares. Trata-se, inclusive, de uma das linhas de investigação sobre a conduta da PM em Recife nos atos contra Jair Bolsonaro em 29 de maio, quando duas pessoas foram atingidas no rosto por balas de borracha.

“Não podemos ainda admitir qualquer tipo de politização das nossas polícias. Isso também é uma coisa que vem sendo verificada”, disse Câmara em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

“São casos que podem ocorrer que não refletem o entendimento geral da tropa, mas existem, efetivamente, casos que a gente precisa dar o devido tratamento e impedir, pois sabemos muito bem: quando há algum tipo de politização, seja nas Forças Armadas ou nas polícias militares, isso é um fato grave com consequências ruins”.

Questionado pelo jornal sobre uma eventual influência bolsonarista na PM de Pernambuco, o governador disse que “evidentemente ouve muita coisa” e que “o próprio comportamento do governo federal em alguns assuntos preocupa”. Ressalta, porém, ter “confiança no dever e na lealdade que as polícias militares – e no caso a de Pernambuco – têm com seu povo”.

“Fatos como os que aconteceram no dia 29 de maio, evidentemente, nos preocupam, nos alertam, por isso essas investigações estão sendo feitas da forma mais transparente possível para não minimizar nem maximizar atuações que possam ter ocorrido de maneira incorreta”, emendou.

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