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‘Não foi bem defendido’: Barroso ironiza atuação da polícia no caso de delator assassinado do PCC

Antes de ser morto, Vinicius Gritzbach fechou um acordo de delação com o Ministério Público e chegou a falar sobre esquemas que envolviam policiais civis e militares

‘Não foi bem defendido’: Barroso ironiza atuação da polícia no caso de delator assassinado do PCC
‘Não foi bem defendido’: Barroso ironiza atuação da polícia no caso de delator assassinado do PCC
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, ironizou a atuação da Polícia no caso do assassinato do delator do PCC, Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, assassinado a tiros, na última sexta-feira, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

O comentário foi feito durante o julgamento da ação que discute a letalidade em operações policiais em favelas do Rio de Janeiro. Os ministros falavam sobre a importância da atuação das polícias militares em um tom descontraído, quando Barroso lembrou do caso.

“O denunciante do PCC psicografou uma mensagem aqui de que não foi bem defendido pela polícia de São Paulo”, declarou.

Antes de ser assassinado, Gritzbach fechou um acordo de delação com o Ministério Público e chegou a falar sobre esquemas do Primeiro Comando da Capital (PCC) que envolviam policiais civis e militares. Ao menos oito policiais militares suspeitos de envolvimento na execução do delator foram afastados de suas funções, além de policiais civis que foram citados no acordo de colaboração.

Esta semana foi formalizada uma força-tarefa composta por agentes das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica para apurar o caso. Segundo informações iniciais, os investigadores analisam vídeos de câmeras de segurança e tomam depoimentos de testemunhas e sobreviventes para entender a dinâmica do atentado.

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